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Tratamento
para os cabelos e a calvície As correntes elétricas
têm aplicações médicas e estéticas
no organismo humano.
Conhecer seus efeitos, suas corretas utilizações e contra-indicações é imprescindível
para quem trabalha com terapia capilar.
Técnicas como a iontoforese, o desincruste, a alta- frequência,
associadas aos raios infra-vermelho e ultra violeta, ao vapor de
ozônio, as máscaras de argila, a drenagem linfática,
a massagem capilar, a fitoterapia, a aromaterapia e a orientação
nutricional, representam papéis importantes para a limpeza
profunda, a umectação, a nutrição e
a estimulação do couro cabeludo e dos cabelos.
Todas elas são fundamentais para o tratamento capilar.
A Massagem para os cabelos
Há milhares de anos que, na China, a massagem faz
parte do sistema de medicina tradicional.
Segundo os chineses, a massagem promove o fluxo da energia vital
– o chi – ao longo dos meridianos do corpo e, por isso,
pode ser usada em uma diversidade de problemas.
O Shiatsu é uma forma de massagem que atua especificamente
sobre os pontos em que se acredita que os meridianos estão
mais na superfície da pele.
Quando massageados, eles ativariam o fluxo da energia vital.
Já a medicina ocidental comprova os efeitos da massagem sobre
o hipotálamo com a produção das endorfinas
e a diminuição do hormônio do estresse (o cortisol)
no sangue.
Afora esses aspectos, a ativação do retorno venoso
decorrente da massagem facilita a circulação e a oxigenação
dos tecidos e, assim, potencializa a ação dos óleos
essenciais e demais produtos tricotróficos aplicados no couro
cabeludo do cliente.
A Massagem Capilar se divide em duas
partes:
1 - A drenagem linfática
Todas as células do corpo são banhadas pela Linfa,
um líquido leitoso cuja função é remover
as toxinas e bactérias dos tecidos. Ela é composta
de 96% de água e representa 15% do peso corporal, sendo
a sua função reabsorver e devolver para a corrente
sanguínea as proteínas plasmáticas que constantemente
abandonam os capilares sanguíneos.
A Linfa trafega por uma rede de pequenos canais (os Ductos Linfáticos)
que se interligam uns aos outros até atingirem o sistema
venoso.
A drenagem linfática do couro cabeludo estimula o escoamento
da Linfa para os Linfonodos, oportunizando para o local um plasma
sanguíneo renovado, carregado de nutrientes essenciais.
Os Ductos Linfáticos do couro cabeludo se dividem
em:
a - Os da região frontal que terminam nos Linfonodos
Auriculares Anteriores.
b - Os da região têmporo-parietal que vão aos
Linfonodos Parotídeos e Auriculares posteriores.
c - Os da região ocipital que terminam parte nos Linfonodos
ocipitais e parte nos Linfonodos cervicais profundos inferiores.
A Linfa é vertida na corrente sanguínea nas junções
das Veias Jugular e Subclávia nos dois lados do pescoço.
O compasso da Drenagem deve ser pressionar / relaxar.
2 - A massagem
Os movimentos da massagem são de deslizamento, amassamento
e fricção por todo o couro cabeludo, inclusive na
nuca e no trapézio.
A massagem começa na parte frontal da cabeça e nas
têmporas, continua na nuca e termina no alto do crânio.
A massagem favorece o contato dos óleos essenciais com a
superfície do couro cabeludo, incorporando-os à camada
córnea, favorecendo assim suas absorções.
Sessões regulares de drenagem linfática e massagem
capilar contribuem para ativar o metabolismo do couro cabeludo,
revitalizando os folículos pilosos.
Lembre-se sempre das contra-indicações formais que
são as áreas inflamadas, machucadas ou que apresentem
problemas no sistema linfático.
A aromaterapia para os cabelos
Os tratamentos naturais, por apresentarem menor probabilidade
de causarem efeitos colaterais, estão cada vez atraindo mais
pessoas.
A Fitoterapia (cura pelas plantas) é reconhecida pelos
órgãos governamentais como uma técnica cientificamente
validada para o tratamento de variadas condições de
saúde.
A Organização Mundial da Saúde incentiva esta
prática terapêutica.
A Aromaterapia é uma parte da Fitoterapia que consiste
em utilizar os óleos essenciais das plantas com fins terapêuticos.
Conhecidos desde 6.000 anos atrás, quando já eram utilizados
pelos egípcios, os óleos essenciais são hoje
aliados importantes nos tratamentos capilares.
É comprovada a eficácia dos óleos essenciais
nas suas ações anti-sépticas, cicatrizantes,
anti-infecciosas e estimulantes do couro cabeludo.
Frize-se que estes óleos só serão efetivos
se tiverem sido convenientemente extraídos e corretamente
conservados.
Ao escolher o melhor óleo para cada caso, o profissional
recomendará ao cliente não lavar a cabeça
após o procedimento, para que o mesmo seja bem absorvido
pelo couro cabeludo.
Poderá também recomendar algum óleo para ser
aplicado em casa pelo próprio cliente.
Os óleos essenciais sempre serão diluídos em
óleos vegetais denominados de carreadores.
O óleo carreador será escolhido dependendo do tipo
de couro cabeludo do cliente.
Clientes que apresentarem alergias, hipertensão, epilepsia,
gravidez, couro cabeludo sensível, ferimentos, inflamações
ou problemas do sistema linfático, necessitarão cuidadosa
avaliação, pois para eles existem contra-indicações
formais do uso de certos óleos.
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